
os gemeos
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A pesquisa foi feita com jovens americanos, mas vale ver o resultado. Segundo um estudo do NPD Group, em 2008, 52% dos jovens pesquisados, entre 13 e 17 anos, preferiram ouvir músicas em radios online, em sites de streaming gratuito, como Imeem, Pandora e MySpace (sites em que você não precisa baixar mp3, escuta tudo online).
No ano anterior, apenas 34% dos jovens utilizavam esses sites.
Enquanto isso, no mesmo período, o ato de baixar músicas na internet caiu 6% e o tempo gasto em sites de downloads de músicas desceu 13%.
Para mim, ainda é meio cedo para falar, mas parece que a teoria do futurista Gerd Leonhard, vai se concretizando. Está entrando no mercado de consumo uma “geração que quer clicar no botão de play e não de download“.
Se a gente levar em conta esse comportamento dos mais jovens apontado pela pesquisa, será que o debate de que “baixar músicas da internet é crime ou não” pode ficar, no futuro, tão caduco quanto o da numeração de CD?
fonte: Tiago Doria
Hoje 16hs
“De todos os hinos entoados em louvor às revoluções nos campos de batalhas, nenhum, por mais belo que seja, tem a força das canções de ninar cantada no colo das mães”
O nome dessas mulheres eu não sei, não lembro e nem preciso saber. São nomes comuns, em meio a tantos outros espalhados por esse chão duro chamado Brasil.
Mas a maioria delas eu conheço bem, são donas de um mesmo destino: as miseráveis que roubam remédios para aliviar as angústias dos filhos. É quando a pobreza não é dor, é angústia também. São as ladras de Victor Hugo.
Donas da insustentável leveza do ser, as infantes guerreiras enfrentam a lei da gravidade. Permanecem de pé ante aos dragões comedores de sonhos que escondem na gravidade da lei. Das trincheiras do ninho enfrentam moinhos de mós afiadas para protegerem a pança dos pequeninos. São as Quixotes de Miguel de Cervantes.
Místicas, não raro, estão sempre nuas em sentimentos. Quando precisam, cruas, esmolam com o corpo, e se postam à espera do punhal do prazer que cravam no seu ventre.
É quando o prazer humilha. São as habitantes do inferno de Dante. Rainhas de castelos de madeiras, sustentam os filhos como príncipes, e os protegem da fome, do frio, e da vida dura e cruel que insiste em bater na porta das mulheres de panela vazia.Quanto aos reis, também são os mesmos: os covardes dos vinhos da ira.
Mágicas, esses anjos se transformam em rochas, quando a vida pede grão de areia.
Em flores quando rastejam e espinhos quando protegem.
Essas mulheres são aquelas que limpam tapetes, mas não admitem serem pisadas.
São domésticas, mas não admitem serem domesticadas.
Sim, são as deusas do dia a dia.















